Fux pede acesso integral a processos contra Jair Bolsonaro no STF
Secretária judiciária deverá encaminhar todos os volumes, anexos, apensos e mídias que envolvem os inquéritos das Fake News e milicias digitais
Compartilhe:
09 de outubro de 2026 às 15:51
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira (8) que a secretaria do tribunal envie ao seu gabinete os processos sigilosos que estão em tramitação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Conforme a decisão, a secretária judiciária deverá encaminhar todos os volumes, anexos, apensos e mídias que envolvem os inquéritos das Fake News e milicias digitais, além de investigação sobre a trama golpista.
A medida foi determinada em uma ação na qual o Partido Progressistas (PP) pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2024, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A operação iniciou as investigações que terminaram com a condenação de Bolsonaro e seus aliados no processo da trama golpista.
A petição do partido foi assinada por advogados de Bolsonaro e sustenta, entre outros argumentos, que Moraes determinou as buscas e apreensões somente a partir de um pedido da PF, sem manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A petição do PP chegou ao Supremo em abril de 2024 e estava parada.
Após receber os processos solicitados, Fux vai analisar o pedido de anulação.
Fux x Moraes
Foto: Gustavo Moreno/STF
Fux teria se irritado com uma reunião entre Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na terça-feira (6). Segundo ele, o encontro teria sido inadequado, devido a suspeitas de que Andrei pudesse ter blindado Moraes de investigações no Caso Master.
Por outro lado, aliados de Moraes veem a decisão de Fux como um aceno a Flávio. De acordo com o ICL Notícias, a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro do STF, é uma das cotadas para uma vaga na corte caso o senador vença a eleição.
A assessoria de Fux negou a correlação e afirmou que se trata de intriga para minimizar a seriedade da decisão. Já Andrei afirmou que a atuação da PF tem ocorrido “em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais”.
*Com informações da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo