Justiça condena seis bancos por descumprirem Lei da Fila no MA
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Lei de Contravenções
Caso envolve bingo, jogo do bicho, roleta, caça-níqueis e jogos similares, considerados contravenções penais. Supremo decidirá se legislação de 1941 é compatível com a Constituição
O Supremo Tribunal Federal (STF) está decidindo desde esta quarta-feira (4/7), se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, que pune a exploração de jogos de azar, foi recepcionado pela Constituição de 1988. O julgamento decide sobre o Tema 924, cuja repercussão geral reconhecida pelo plenário virtual. A legislação está vigente no país desde 1941, quando foi assinada pelo então presidente Getúlio Vargas.
O caso chegou ao STF por meio de um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) contra uma decisão da Justiça estadual. O tribunal local considerou que a exploração de jogos de azar não configura contravenção penal, por entender que a proibição contraria os princípios constitucionais da livre iniciativa e das liberdades individuais.
São jogos em que o resultado depende predominantemente da sorte, não da habilidade — como bingo, jogo do bicho, roleta, caça-níqueis e similares.
Não diretamente. As apostas esportivas já foram regulamentadas por lei e não são tratadas como contravenção penal. O MP destacou que a regulamentação das bets não torna o jogo inofensivo, mas elas não são o foco do julgamento.
Jogos de azar: dependem essencialmente da sorte.
Apostas esportivas (bets): dependem de eventos reais, como partidas esportivas, e já possuem regulação específica.
O STF decide se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, que pune a exploração de jogos de azar, foi recepcionado pela Constituição de 1988. Se o STF validar a norma, a exploração de jogos de azar continua sendo contravenção penal. Se o STF invalidar a norma, a exploração deixa de ser punível, podendo abrir caminho para regulamentação legislativa.
Não. A contravenção é uma infração menos grave, com penas mais leves (como multa ou prisão simples). O crime tem maior reprovabilidade e penas mais severas.
Porque define:
Processo: RE 966.177
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