06 de novembro de 2026 às 18:56
Atualizado em 06 de novembro de 2026 às 18:56
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta sexta-feira (6) homologar a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag, a gestora de investimentos que operava os títulos financeiros do esquema do banco Master.
O empresário é um dos investigados no caso Master. O jornal Folha de S.Paulo revelou que ele relatou em sua delação que os fundos geridos pela Reag foram usados para ocultar o pagamento de propina de Vorcaro a autoridades públicas. A maior parte do dinheiro do esquema do banco estaria em contas no exterior.
O acordo de delação foi fechado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e está em segredo de Justiça. Segundo a Folha, João Carlos Mansur entregou 17 anexos com informações sobre o esquema do Master e Daniel Vorcaro, citando políticos como o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
Embora não esteja preso, em janeiro deste ano Mansur foi alvo de buscas e apreensões durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
Logo depois das operações de busca e apreensão, a Reag foi liquidada pelo Banco Central por “graves violações” das normas que devem ser seguidas pelas instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. A gestora foi citada também na operação Carbono Oculto, que investiga a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal.
Com informações da Agência Brasil