Eleições 2026

Senado mais conservador deve intensificar debate sobre impeachment de ministros do STF

PL, de Flávio Bolsonaro, conquista 19 cadeiras e terá a maior bancada da Casa, com 28 senadores; minoritário, grupo pró-Lula conquistou 19 cadeiras e, com as 8 que já tem, terá 27 no ano que vem

As eleições de domingo (4) definiram os 54 senadores que ocuparão, a partir de 2027, as vagas que estavam em disputa no Senado Federal. Entre os partidos, o PL foi o que mais elegeu representantes, com 19 cadeiras. MDB e PT aparecem na sequência, com sete e seis eleitos, respectivamente; PP, PSB, União Brasil e Novo tiveram três senadores eleitos; Republicanos, PSD, PSDB e Podemos conquistaram duas vagas cada um; Rede e PDT elegeram um representante.

Muitos dos eleitos do campo conservador e de direita defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa é o responsável por dar ou não andamento a processos desse tipo. A partir do ano que vem, dos 81 senadores, ao menos 49 são favoráveis ao afastamento de magistrados do tribunal, sendo que a abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.

O ministro Alexandre de Moraes é um dos mais visados por essa bancada. Foi ele, por exemplo, o relator das investigações do 8 de janeiro, que culminaram na condenação de mais de 1.300 pessoas.

Desempenho por estado

O PL conquistou as duas vagas ao Senado em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.

Além dessas unidades da Federação, o partido também elegeu senadores no Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins.

O MDB elegeu senadores no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.

O PT conquistou os dois assentos da Bahia, além de um em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. O grupo pró-Lula conquistou 19 cadeiras, que se somam às 8 que permanecem e não estavam nos dois terços renovados. Com isso, a constelação hoje incumbente somará, no ano que vem, 27 cadeiras.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Renovação

Neste ano, os eleitores escolheram 54 dos 81 integrantes do Senado Federal, o equivalente a dois terços da composição da Casa.

Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes para mandatos de oito anos. Os outros 27 senadores, eleitos em 2022, seguem em mandato até 2031.

A eleição para o Senado é majoritária. São eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado, sem aplicação de quociente eleitoral e sem segundo turno.

Composição da Casa

Com a eleição de 54 novos integrantes, o Senado passa a ter uma nova composição. Considerando os parlamentares eleitos neste ano e os 27 senadores que permanecem em mandato, o PL passará a ter a maior bancada da Casa, com 28 integrantes.

O PT terá nove senadores em exercício, enquanto o MDB contará com oito parlamentares.

PP e Republicanos ficarão com seis cadeiras cada um. PSD e União Brasil terão cinco integrantes, enquanto o PSB ficará com quatro cadeiras.

Entre os mandatos que seguem em curso está o de Wellington Dias, eleito em 2022 pelo PT no Piauí e atualmente licenciado para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

A vaga está ocupada pela suplente Jussara Lima (PSD). Com eventual retorno de Wellington Dias ao Senado, o PT voltaria a somar dez cadeiras na Casa.

Com informações da Agência Brasil

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