Eleições

Candidatos derrotados no 1º turno definem posições e liberam apoios para a disputa presidencial no 2º turno

A soma dos votos obtidos pelos candidatos que ficaram fora do segundo turno supera a diferença registrada entre os dois finalistas, tornando o capital político desses concorrentes alvo de disputa estratégica

Candidatos derrotados no 1º turno definem posições e liberam apoios para a disputa presidencial no 2º turno

Com a confirmação do segundo turno da eleição presidencial entre o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os principais nomes que disputaram a primeira etapa do pleito neste domingo (4) começaram a se posicionar sobre alianças e apoios para a votação marcada para o dia 25 de outubro.

A soma dos votos obtidos pelos candidatos que ficaram fora do segundo turno supera a diferença registrada entre os dois finalistas, tornando o capital político desses concorrentes alvo de disputa estratégica. Flávio Bolsonaro (47,03%) e Lula (45,16%) encerraram a primeira etapa com uma diferença de 2,22 milhões de votos.

Silêncio e afastamento da política partidária

Terceiro colocado no pleito com 3,44 milhões de votos (2,89% dos votos válidos), o candidato pelo Avante, Augusto Cury, declarou que adotará o silêncio em relação ao segundo turno e afirmou que ninguém está autorizado a falar em seu nome ou no de sua coordenação de campanha.

“Eu me silencio completamente em relação a aqueles que estarão no segundo turno, dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos”, afirmou a jornalistas.

Cury também sinalizou o encerramento de sua trajetória político-partidária, destacando convicção pessoal de que não continuará na política institucional após o pleito. Em nota oficial divulgada após a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato defendeu o fim da polarização e pediu que os finalistas considerem propostas voltadas ao diálogo e à conciliação nacional.

Neutralidade e críticas de Renan Santos

O quarto colocado na disputa, Renan Santos (Missão), que obteve 2,67 milhões de votos (2,24% dos votos válidos), adotou tom crítico e afirmou que não apoiará nenhum dos candidatos classificados para o segundo turno. Durante transmissão ao vivo após o resultado, o político declarou que seus eleitores têm total liberdade de escolha, reiterando posição de independência frente aos concorrentes remanescentes.

Liberação de diretórios pelo PSD de Ronaldo Caiado

Por sua vez, o partido do quinto colocado, Ronaldo Caiado (PSD), que registrou 2,60 milhões de votos (2,18% dos votos válidos), optou pela descentralização das diretrizes partidárias.

Em nota publicada na noite de domingo, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, informou que a legenda vai liberar os diretórios estaduais para que cada liderança local defina de forma autônoma o apoio no segundo turno. Segundo a direção nacional, a medida reflete a diversidade de cenários construídos nos estados ao longo do processo eleitoral.

Caiado, que declarou ter saído da disputa “de pé”, destacou que manterá a coerência política e alinhará seus posicionamentos institucionais em conjunto com a cúpula partidária.

Com informações da Agência Brasil.

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