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Site falso imita portal do TSE e aplica golpe da cobrança via Pix às vésperas da eleição

A página maliciosa exibe dados pessoais reais das vítimas, como nome completo e nome da mãe, exigindo o pagamento de R$ 47,90 sob o pretexto de regularização do título de eleitor

pixabay; Site falso imita portal do TSE e aplica golpe da cobrança via Pix às vésperas da eleição

A dois dias do primeiro turno das eleições, uma operação de cibersegurança identificou um site falso que utiliza o nome e a identidade visual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar supostos débitos eleitorais via Pix. A página maliciosa exibe dados pessoais reais das vítimas, como nome completo e nome da mãe, exigindo o pagamento de R$ 47,90 sob o pretexto de regularização do título de eleitor.

De acordo com o levantamento da ESET, a fraude explora a apreensão dos eleitores em checar a regularidade do voto. Ao acessar o endereço — que utiliza a terminação .online e não possui qualquer vínculo com a Justiça Eleitoral —, o usuário digita o CPF e depara-se com uma tela que simula o sistema oficial.

Como funciona a abordagem

Para conferir veracidade ao golpe, o sistema exibe informações verídicas do cidadão e simula uma situação de irregularidade acompanhada de um selo de pendência. A suposta dívida é fracionada em três frentes:

  • R$ 26,00 referentes à ausência eleitoral;
  • R$ 14,90 de encargos legais e administrativos;
  • R$ 7,00 de taxa de regularização cadastral.

Para pressionar a vítima a concluir a transação sem checar os dados, a página dispara notificações com ameaças de suspensão do sufrágio, impedimento de participação no pleito e restrições em serviços governamentais. Nos testes técnicos realizados pela equipe de segurança, constatou-se que todos os CPFs consultados recebiam exatamente a mesma cobrança padronizada.

Ao avançar para o pagamento, a chave Pix gerada direciona os valores para uma empresa privada com sede em Curitiba, e não para o Tesouro Nacional, destino oficial de multas da Justiça Eleitoral.

Alerta oficial e prevenção

Em nota divulgada ao longo de 2026, o tribunal reforçou que os serviços de regularização e consulta eleitoral disponibilizados nos canais oficiais são totalmente gratuitos. O órgão orienta que os eleitores utilizem exclusivamente o portal legítimo (tse.jus.br) ou o aplicativo e-Título para verificar pendências.

Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET, destaca que a combinação de dados verdadeiros com táticas de urgência visa induzir o eleitor ao erro.

“A exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial. Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”, explica Jonathan Ramos.

Caso o cidadão tenha efetuado o pagamento, a recomendação é contatar imediatamente a instituição bancária para relatar a fraude, solicitar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix e registrar um boletim de ocorrência.

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