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Justiça suspende contrato de patrocínio de plataforma de conteúdo adulto com o Corinthians

Medida foi concedida no âmbito de uma ação civil pública movida pelo MP-SP; marca está presente nos uniformes das equipes masculinas de futebol, basquete e futsal

A exposição, divulgação ou promoção de plataformas online de conteúdo adulto em uniformes, espaços esportivos e em canais digitais de clubes podem comprometer a integridade emocional, a dignidade e o desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes. Com esse entendimento, a Vara da Infância e da Juventude de Tatuapé, na zona leste paulistana, suspendeu liminarmente o contrato de patrocínio firmado entre o Sport Club Corinthians Paulista e uma plataforma de vídeos íntimos.

Foto: Divulgação/Corinthians

De acordo com o entendimento, a veiculação da marca e de campanhas publicitárias associadas ao clube atinge um público expressivo de crianças e adolescentes, configurando potencial risco à integridade emocional, à dignidade e ao desenvolvimento saudável de menores de idade, em desacordo com as diretrizes de proteção integral consagradas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Pela determinação da liminar, o clube tem o prazo de 15 dias para retirar ou cobrir a marca da parceira de seus uniformes, espaços esportivos e canais digitais, além de promover a remoção de links direcionados à plataforma.

Contrato milionário

Segundo o portal Meu Timão, o contrato entre o Corinthians e Fatal Fans, oficializado em junho, prevê o pagamento de R$ 22 milhões ao clube até dezembro de 2027 e, caso haja renovação, o vínculo pode alcançar R$ 31 milhões. Ainda segundo o site, parte desse valor já foi utilizado pelo clube para quitar um transfer ban imposto pela Fifa.

Em nota ao portal, a Fatal Fans alegou que o acordo com o Corinthians é institucional e “trata-se do apoio ao clube por meio da exibição do logotipo nos calções e materiais, sem qualquer veiculação de imagens, links ou conteúdos inadequados para menores de idade”.

A marca está presente nos uniformes das equipes masculinas de futebol, basquete e futsal.

O processo tramita sob segredo de justiça.

Com informações do TJSP.

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