05 de novembro de 2026 às 09:00
Atualizado em 04 de novembro de 2026 às 16:42
Por: Júnior Carvalho
A acirrada disputa do segundo turno presidencial não foi marcada apenas pela virada histórica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), mas também por um fenômeno silencioso de mobilização: o retorno massivo de eleitores às urnas.
O DeJur cruzou os dados dos resultados da eleição divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As estatísticas revelam que a queda da abstenção — determinante no resultado final — foi puxada pelas grandes metrópoles brasileiras. Apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, o número de faltosos caiu drasticamente, injetando, juntas, mais de 430 mil novos votos na contagem final. O topo do ranking de redução nominal é completado por Salvador, Belo Horizonte e Brasília.
Globalmente, em termos proporcionais, o despertar do eleitorado foi liderado por seções no exterior. Em seções como Abidjã (Costa do Marfim) e Varsóvia (Polônia), a proporção de ausentes despencou quase 10 pontos percentuais, evidenciando uma forte mobilização da comunidade brasileira no exterior na reta final da campanha.
Dentro do território nacional, o fenômeno do engajamento proporcional fugiu das capitais e encontrou força no interior do país. Pequenos e médios municípios lideraram a redução da taxa de abstenção no Brasil, encabeçados por Narandiba, no interior de São Paulo, e Tacuru, em Mato Grosso do Sul, que registraram quedas superiores a 8 pontos percentuais no índice de faltosos. Os dados mostram que a polarização aguda da reta final conseguiu romper a inércia do primeiro turno, arrastando de volta às cabines de votação tanto o eleitor das metrópoles quanto o morador dos rincões do país e do exterior.
Veja abaixo o painel completo das abstenções no Brasil e no exterior
Painel: Queda da Abstenção (1º para 2º Turno)
Onde os eleitores mais voltaram às urnas no 2º turno
Cruzamento de dados aponta as maiores quedas de abstenção entre as etapas da corrida presidencial. O levantamento detalha a redução absoluta (liderada pelas capitais), a queda proporcional geral (puxada pelo exterior) e as cidades brasileiras com o maior salto percentual de comparecimento.
Top 5: Maior Queda Absoluta de Abstenção (Votos Nominais)
| Região |
Município |
Abstenções (1º T) |
Abstenções (2º T) |
Menos Ausentes |
Top 5: Maior Queda Proporcional (Apenas Cidades Brasileiras)
| Região |
Município |
Abstenção (1º T) |
Abstenção (2º T) |
Queda (Pontos Percentuais) |
Top 5: Maior Queda Proporcional (Global – Liderança do Exterior)
| Região |
Município |
Abstenção (1º T) |
Abstenção (2º T) |
Queda (Pontos Percentuais) |