31 de agosto de 2026 às 18:00
Atualizado em 31 de agosto de 2026 às 17:40
O ministro Bruno Dantas apresentou nesta segunda (31/8) sua renúncia ao cargo de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), com efeito a partir de 9 de setembro, conforme o comunicado encaminhado ao presidente da corte de contas, Vital do Rêgo. Dantas ficou 12 anos no cargo e sai menos de dois anos depois de encerrar seu mandato na Presidência do TCU. As informações são da revista eletrônica Consulor Jurídico (ConJur).

Foto: Divulgação/TCU
Dantas diz na carta que a renúncia é “irrevogável” e que tem caráter “pessoal e voluntário”, tendo sido amadurecida nos últimos meses. A saída vai ser agora comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Senado, Davi, Alcolumbre — caberá à Casa a escolha de seu sucessor.
Bruno Dantas tem 48 anos, chegou ao TCU justamente por indicação dos senadores: em abril de 2014, recebeu 47 votos, contra 11 de Fernando Moutinho e dois de Sérgio da Silva Mendes. Tomou posse em 13 de agosto daquele ano, aos 36 anos.
Futuro na área privada
Antes de chegar ao TCU, Dantas foi consultor legislativo e consultor-geral do Senado, além de ter integrado o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Participou da comissão de juristas que elaborou o anteprojeto do Código de Processo Civil de 2015 e já figurou em diversas listas de cotados para o STF.
A saída ocorre em meio a especulações sobre os próximos passos profissionais de Dantas. Pessoas próximas ao ministro afirmam que ele vem recebendo sondagens de empresas brasileiras e estrangeiras dos setores financeiro, siderúrgico, minerário, de agronegócio, defesa e tecnologia e inclusive de um escritório de advocacia em Nova York. Dantas teria manifestado interesse em criar uma empresa de estruturação de projetos e investimentos e em atuar nas áreas de compliance e gestão de crises e reputação. Ele já trabalhou como consultor jurídico da presidência da Companhia Siderúrgica Nacional.