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Empenhados em cobrir os Três Poderes, os principais jornais do país patinam para entender quem é quem no Judiciário; levantamento mostra que jornalões trocam as bolas quando o assunto é Justiça
Dispostos a cobrir com afinco o dia a dia dos tribunais e até a vida de ministros, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, os três principais jornais do país, ainda trocam as bolas quando se referem ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mais de uma centena de conteúdos escritos pelos veículos erra ao citar os nomes dos tribunais.
Levantamento feito pelo DeJur nos acervos digitais dos jornalões mostra que os termos “Superior Tribunal Federal” e “Supremo Tribunal de Justiça” apareceram, juntas, 160 vezes nas páginas dos três jornais em um período de 2015 a 2025. Sozinha, a primeira denominação — majoritariamente atribuída erroneamente ao STF — é citada em 111 textos (representa praticamente 70% do total).
A pesquisa contabilizou erros tanto em reportagens, como em textos de infográficos e em artigos publicados pelos jornais. Ora as notícias abordam temas envolvendo o STF, ora o STJ, em diferentes editorias, como Política/Poder, Economia e Cotidiano/Cidades.
As confusões também são encontradas em conteúdos patrocinados publicados nas edições impressas, como anúncios e divulgação de publicidade legal.
A Folha se confundiu 68 vezes, enquanto o Estadão errou os nomes em 32 ocasiões; já o veículo carioca se equivocou em 60 textos.
Sim, o STF e o STJ são tribunais, mas têm atribuições constitucionais diferentes.
Criado em 1891, o Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, portanto, não é um “tribunal superior”. Já o Superior Tribunal de Justiça foi instituído pela Constituição de 1988, sendo a instância máxima da Justiça brasileira no âmbito infraconstitucional.
“Supremo Tribunal de Justiça”
Estadão: 10
Folha de S.Paulo: 19
O Globo: 20
Total: 49
“Superior Tribunal Federal”
Estadão: 22
Folha de S.Paulo: 49
O Globo: 40
Total: 111
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