MPT recebe quase 2 mil denúncias de assédio eleitoral
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Direito em debate
Entre 27 e 29/10, advogados, juristas, executivos e empresas de tecnologia de todo o país se reúnem em São Paulo para discutir sobre o futuro da Justiça e apresentar soluções para os desafios do mercado jurídico
Entre esta terça-feira (27/10) e quinta-feira (29/10), advogados, juristas, executivos e empresas de tecnologia de todo o país se reúnem, em São Paulo, para a 23ª edição da Fenalaw. Voltado à gestão e à inovação jurídica, o evento promove debates sobre o futuro da Justiça e apresenta soluções para os desafios do mercado jurídico.
A expectativa é receber mais de 15 mil profissionais ao longo dos três dias de programação. A feira reúne lideranças jurídicas de grandes corporações, como Bradesco, Itaú e Petrobras, além de representantes de renomados escritórios de advocacia e autoridades dos meios acadêmico e judiciário.
Com mais de dez palcos simultâneos e 160 expositores, a edição deste ano concentra as discussões nos desafios de eficiência, inovação e compliance do setor. Entre os principais temas estão o avanço da inteligência artificial aplicada ao Direito e sua regulamentação, as estratégias de inteligência financeira, a gestão de contratos, a governança corporativa, o legal operations e os impactos práticos da Reforma Tributária sobre o ambiente empresarial.
O evento foi aberto nesta terça com painel sobre segurança jurídica, que reuniu três ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF): Carlos Velloso, Carlos Ayres Britto e Francisco Rezek. Os magistrados debateram a estabilidade das decisões judiciais no contexto do desgaste institucional que atinge o STF nos últimos meses em decorrência do escândalo do Banco Master — marcado pelo fogo cruzado de decisões conflitantes entre os próprios ministros da Corte.
“Para sair da crise é pela Constituição, não sair da Constituição pela crise. O Supremo vai superar isso”, enfatizou Ayres Britto, ao emendar que “confiança é a previsibilidade do que se pode ou não fazer”
“Confiança é a previsibilidade do que se pode ou não pode fazer”, opinou Ayres Britto.
Embora acredite que a turbulência na Corte chegou “ao fundo do poço”, Rezek entende que o tribunal está próximo a uma solução: “Talvez a crise se resolva com a mudança de costumes e o cumprimento estrito das suas funções”, disse, ao se referir às medidas de autocontenção do Supremo.
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