Luto

Autoridades, juristas e jornalistas prestam última homenagem a Márcio Chaer, fundador do ConJur, em São Paulo

O falecimento ocorreu após uma ocorrência policial na região central da capital paulista, onde o jornalista sofreu um mal súbito e faleceu após uma tentativa de recuperar seu aparelho celular que havia sido levado por criminosos

Autoridades, juristas e jornalistas prestam última homenagem a Márcio Chaer, fundador do ConJur, em São Paulo

Familiares, amigos, magistrados, autoridades da República e profissionais da imprensa reuniram-se em São Paulo para a despedida do jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do portal Consultor Jurídico (ConJur), falecido aos 71 anos. O velório foi realizado na Funeral Home, localizada no bairro da Bela Vista, reunindo nomes de destaque do meio jurídico, político e acadêmico nacional em um momento de profundo pesar pela perda de um dos pioneiros da cobertura especializada do Judiciário no país.

O falecimento ocorreu após uma ocorrência policial na região central da capital paulista, onde o jornalista sofreu um mal súbito e faleceu após uma tentativa de recuperar seu aparelho celular que havia sido levado por criminosos. A dinâmica do caso passou pela apuração das autoridades policiais do 8º Distrito Policial.

Pioneirismo e revolução na cobertura da Justiça

Fundado em 25 de julho de 1997, nos primórdios da internet comercial no Brasil, o ConJur sob a liderança de Márcio Chaer transformou radicalmente a relação entre a imprensa, os tribunais e a sociedade. Em uma época em que o cotidiano do Poder Judiciário mantinha-se distante e solene, o portal inaugurou uma frente de apuração técnica e diária focada nas cortes, no Ministério Público e na advocacia.

Além do portal de notícias, o jornalista capitaneou o desenvolvimento do Anuário da Justiça, lançado em parceria institucional com tribunais superiores e consolidado como um raio-x indispensável para a análise do sistema de justiça brasileiro.

Repercussão e solidariedade institucional

A perda do jornalista gerou forte comoção nacional, com manifestações públicas de pesar emitidas por chefes de Poderes, tribunais superiores, entidades de classe e juristas.

O presidente da República, Lula, destacou a coragem editorial do jornalista:

“Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas”, declarou o presidente.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, ressaltou o papel histórico da publicação na abertura ao debate plural:

“Sob o seu comando, o ConJur não apenas inovou na difusão da informação jurídica, mas consolidou-se como um espaço sempre aberto ao pluralismo de ideias, ao debate crítico e à publicação de reflexões fundamentais para a teoria e a prática do Direito”, afirmou o ministro da Suprema Corte.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Conselho da Justiça Federal emitiram nota conjunta exaltando a trajetória de Márcio Chaer como um marco de seriedade e compromisso institucional. A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), por meio de lideranças como o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, também externou solidariedade aos familiares, destacando a relevância de sua contribuição perene para a advocacia e para a democracia brasileira.

Com informações do Conjur.

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