30 de outubro de 2026 às 11:19
Atualizado em 30 de outubro de 2026 às 11:20
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu na noite desta quinta-feira (29) devolver a relatoria das investigações sobre os descontos ilegais nos benefícios do INSS para o ministro André Mendonça.

Na decisão, Fachin entendeu que não há mais motivos para retenção das investigações na presidência do Supremo.
Em setembro, o caso foi retirado de Mendonça e remetido para a Presidência do STF após a guerra de liminares envolvendo o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que é citado em mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Caso Master
Fachin também decidiu que as investigações que envolvem o Banco Master vão continuar sob sua relatoria temporária pelo prazo de 90 dias, contatos a partir de 12 de setembro, ou até que ocorra um dos seguintes eventos: a conclusão do julgamento, pelo Plenário do STF, da questão de ordem iniciada na PET 16662; o término do prazo regimental do pedido de vista do ministro Flávio Dino; ou a entrega do relatório detalhado solicitado à Polícia Federal sobre as menções a ministros do STF em investigações ligadas ao Banco Master.
A permanência com a Presidência será reavaliada após a ocorrência de uma dessas situações.
No entendimento do presidente, por ora, o caso ainda não pode ser distribuído entre os demais ministros porque envolve citações a membros da Corte (um ministro não pode investigar outro, só o próprio Pleno do tribunal).
Os processos do Master também foram retirados de Mendonça no auge da crise interna no Supremo.
A decisão de Fachin será submetida a referendo do plenário. A data do julgamento ainda não foi definida.
Enquanto o caso Master permanecer na presidência da Corte, Fachin será responsável por medidas urgentes que eventualmente foram solicitadas pela Polícia Federal (PF) ou a Procuradoria-Geral da República (PGR), como pedidos de revogação de prisões e autorizações de diligências.
Leia a íntegra da decisão.
Com informações da Agência Brasil e da assessoria do STF