Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião da Voepass
A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da Voepass por envolvimento na queda do avião da empresa. O acidente ocorreu...
Cabo de Guerra
Atacante usou as redes sociais nos últimos dias para acusar o senador e presidenciável de ‘pegar na mão grande’ posse de uma mansão localizada em Ilha Comprida
O cenário paradisíaco de Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ) — uma propriedade de alto padrão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, com mansão de 11 suítes, praia privativa e heliponto — virou uma batalha judicial envolvendo o jogador Richarlison, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, ligado ao parlamentar.
A controvérsia ganhou destaque nos últimos dias após Richarlison publicar uma série de vídeos em suas redes sociais detalhando o imbróglio. Segundo o atleta, o conflito começou por volta de 2020, período da pandemia da covid, quando alega ter investido R$ 10 milhões para a aquisição da mansão em uma sociedade com Alencar da Silveira Júnior, que presidia o América-MG à época, e Renato Velasco, que já foi seu empresário. O montante teria englobado a compra de direitos possessórios de antigos moradores em cartório, reformas estruturais na propriedade e a implementação de esquemas de segurança.
O jogador afirmou ter recusado uma proposta de compra feita por Flávio Bolsonaro, que teria sobrevoado a região de drone na época, inclusive. De acordo com o atacante, após a negativa, a posse da propriedade teria mudado de mãos por meio de uma manobra célere nos tribunais. “Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça”, declarou Richarlison em suas postagens.
O jogador ainda cobrou investigações da Polícia Federal e garantiu que, caso consiga recuperar os valores investidos na Justiça, destinará parte da quantia para custear melhorias em um hospital em sua cidade natal, Nova Venécia, no Espírito Santo.
As acusações motivaram uma reação imediata. A assessoria de Flávio negou qualquer participação na compra, venda ou gestão do imóvel, sustentando que o senador nunca foi parte nos processos judiciais, tendo aparecido nos autos apenas de forma pontual como testemunha arrolada por um antigo sócio do próprio jogador.
Por sua vez, o advogado Willer Tomaz — cuja empresa, a WT Administração de Imóveis, detém atualmente a posse legal da área — veio a público para rebater as declarações. Segundo a defesa, a controvérsia judicial teve início formal em 2022, tendo como ré principal a empresa associada ao grupo do jogador.
Contariando a tese de falha ou celeridade indevida do Judiciário, os representantes legais apontaram que o litígio tramitou por cerca de três anos perante as instâncias ordinárias do Rio de Janeiro e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o entendimento foi desfavorável ao grupo ligado ao jogador por unanimidade, em junho de 2025.
De acordo com documentos apresentados pela defesa, os autores desistiram formalmente do processo em agosto do mesmo ano para evitar a execução de ônus de sucumbência.
Willer Tomaz também questionou a origem dos valores citados pelo atleta, apontando que registros anteriores indicavam cifras menores declaradas nos autos, e desafiou publicamente o atacante a apresentar comprovantes formais de propriedade e escrituras válidas, além de destacar que inquéritos policiais anteriores sobre o caso foram arquivados por falta de indícios de crime.
Richarlison voltou a usar as redes sociais para tentar comprovar que comprou a propriedade. Em vídeo publicado nesta quarta-feira (21/10), o jogador do Tottenham apresentou documentos que, segundo ele, demonstram a legalidade da aquisição, realizada em 2020. A publicação foi uma resposta ao advogado Willer Tomaz, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia desafiado o atleta a apresentar provas da compra.
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