Em São Paulo

Ex-presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha lança nova edição do livro ‘Cartas a um jovem juiz’

Com prefácio do ex-presidente José Sarney, a segunda edição da obra reúne reflexões em forma de cartas dirigidas, inicialmente, aos jovens que ingressam na magistratura

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha, 78 anos, lançou, na noite desta segunda-feira (31/8), a segunda edição do libro “Cartas a um jovem juiz: cada processo hospeda uma vida (Editora Migalhas)“. A obra destaca a importância da sensibilidade de enxergar, em cada processo, uma vida que clama por Justiça.

“É preciso que o juiz mantenha essa percepção de que ele está ali para julgar vidas, emoções, experiências, esperanças, honra, patrimônio. Isso, hoje em dia, por conta do grande volume de trabalho, fica esquecido”, frisou Asfor Rocha, durante o evento de relançamento da obra, que ocorreu na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O ex-presidente Michel Temer e o presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, compareceram à cerimônia.

Em seu discurso, Salomão destacou a “trajetória iluminada” de Asfor Rocha e a contribuição do ministro para a Justiça brasileira. “Foi um juiz inovador, revolucionário. Ele instala, pela primeira vez, o processo eletrônico no STJ e, dali para a frente, a gestão processual foi completamente alterada”, disse.

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Fotos: Divulgação

Sobre a obra

Em sua segunda edição, a obra reúne reflexões em forma de cartas dirigidas, inicialmente, aos jovens que ingressam na magistratura. Mas seu alcance é mais amplo. As cartas dialogam também com advogados, membros do Ministério Público, professores e todos os que vivem o Direito — e ainda esperam do Judiciário sensibilidade, responsabilidade e consciência institucional.

Com prefácio do ex-presidente da República José Sarney, o livro combina técnica, experiência e humanidade.

Cesar Asfor Rocha

Nascido em Fortaleza/CE, Cesar Asfor Rocha atuou por duas décadas como advogado antes de ser nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça, em 1992. Presidiu a Corte entre 2008 e 2010 e também foi corregedor nacional de Justiça. Após a aposentadoria, retornou à advocacia.

Essa trajetória, que atravessa os dois lados da tribuna, confere à obra um olhar equilibrado, firme e, ao mesmo tempo, sensível sobre o papel do juiz e os desafios da magistratura contemporânea.

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