Cama, mesa e banho

TJ-SC cancela falência da Teka, centenária indústria têxtil

Em marco de 2025, a empresa, sediada em Blumenau, teve a falência decretada. Posteriormente, o TJ-SC suspendeu o processo de falência

teka
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (9/6), manter a recuperação judicial da tradicional empresa têxtil Teka, conhecida por fabricar produtos da linha cama, mesa e banho e que neste ano completou um século de atuação. Por três votos a zero, a 2ª Câmara de Direito Comercial confirmou a decisão liminar que havia suspendido o decreto de falência proferido em primeira instância em fevereiro de 2025.

A Teka faliu?

Em marco de 2025, a empresa, sediada em Blumenau, teve a falência decretada pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências e Recuperação Judicial de Jaraguá do Sul. Na ocasião, a Teka estava em recuperação judicial há mais de dez anos.

Naquele mesmo mês, o TJ-SC suspendeu a falência e permitiu a retomada da recuperação judicial. No processo, a administradora judicial atestou que a Teka possui condições operacionais e financeiras para dar continuidade às suas atividades e cumprir seus compromissos, ratificando os argumentos que sustentaram o recurso e o processo de reestruturação em curso.

Entre os elementos que fundamentaram a decisão, destacam-se a solvência comprovada da companhia e o fato de a empresa ser credora líquida da União, com crédito de cerca de R$ 500 milhões reconhecido por decisão judicial definitiva, valor superior à dívida federal já negociada. Somam-se a isso a regularização fiscal e trabalhista: o passivo tributário foi reduzido de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões após pedido de transação tributária federal, e um acordo trabalhista de R$ 70 milhões beneficiou 2.333 trabalhadores no fim de 2025.

Investimentos

Fundada em maio de 1926, em Blumenau, a Teka registrou em 2025 faturamento de R$ 476 milhões. Em 2026, projeta crescer cerca de 15% e superar R$550 milhões de reais, mesmo em um contexto ainda desafiador para a economia e para o setor têxtil.

Com a recuperação judicial confirmada, a empresa avança na execução do novo plano apresentado em dezembro do ano passado. As próximas etapas incluem a convocação da assembleia de credores, a continuidade dos investimentos industriais e a expansão da presença comercial, com a inauguração de uma loja física da marca em Itupeva (SP).