Pacote regulatório da Receita esconde armadilhas jurídicas, diz tributarista
Embora algumas medidas sejam juridicamente sólidas, outras avançam sobre garantias fundamentais dos contribuintes
Ausência de dissernimento
Magistrado da 1ª Vara Cível da Comarca de Erechim (RS) reconheceu que a morte do segurado não foi suicídio
O juiz Alexandre Kotlinsky Renner, da 1ª Vara Cível da Comarca de Erechim (RS), condenou uma seguradora a pagar indenização de seguro prestamista ao reconhecer que a morte do segurado não foi suicídio, mas ocorreu durante um surto psicótico, sem capacidade de decisão consciente.
O valor deverá ser usado, prioritariamente, para quitar o saldo devedor de um financiamento de carro.Também foi determinada a devolução simples de parcelas pagas após a morte do segurado. As informações são do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).
A ação foi proposta pelo espólio do segurado, representado por seu inventariante, contra a seguradora responsável pelo seguro de vida prestamista vinculado a contrato de financiamento para aquisição de veículo. Após o falecimento do segurado ocorrido dentro do prazo de dois anos previsto na apólice, a seguradora recusou o pagamento da cobertura, sob o argumento de que o óbito teria resultado de suicídio durante o período de carência legal.
Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que, embora o falecimento tenha ocorrido dentro do prazo de carência legal, a exclusão de cobertura por suicídio exige demonstração de ato voluntário e consciente, o que não ficou caracterizado nos autos.
Conforme destacado na sentença, as provas indicaram que o segurado estava em estado de completa dissociação da realidade no momento dos fatos. “O conceito de suicídio, para fins de exclusão de cobertura securitária, pressupõe um ato de vontade, uma deliberação consciente do agente em ceifar a própria vida”, afirmou.
O magistrado também enfatizou que a ausência de discernimento afasta o dolo necessário para caracterização do agravamento intencional do risco. “O ato praticado sem qualquer discernimento não é um ato voluntário, mas um evento trágico decorrente de uma condição patológica que subtraiu do agente sua autodeterminação”, enfatizou.
Com base nesse entendimento, foi reconhecido que o evento se enquadra como risco coberto pela apólice, afastando a tese de suicídio voluntário.
Embora algumas medidas sejam juridicamente sólidas, outras avançam sobre garantias fundamentais dos contribuintes
Decisão considerou que, mesmo o trabalho sendo informal, é possível fiscalizar os deslocamentos realizados
Especialistas apontam mudança na discussão jurídica diante das novas plataformas digitais de negociação de dívidas