TJ-SC admite multa contra pai por descumprimento de visitas à filha
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Pressão
Cresce a leitura de que há concentração de poder no Judiciário, associada a críticas sobre ativismo judicial e expansão de competências institucionais
Levantamento divulgado em 8 de abril pelo Canal Meio, em parceria com a Ideia, aponta que 42,5% dos brasileiros veem o Judiciário como a principal ameaça à democracia. O dado desloca o foco histórico da corrupção para o debate sobre equilíbrio entre os Poderes e coloca o Supremo Tribunal Federal no centro da disputa política às vésperas das eleições de 2026.
O estudo mostra uma virada na percepção pública. A corrupção, que dominou o debate entre 2014 e 2018, aparece agora com 16,5%. No lugar, cresce a leitura de que há concentração de poder no Judiciário, associada a críticas sobre ativismo judicial e expansão de competências institucionais.
A metodologia adotada pela pesquisa exige cautela na leitura. A pergunta feita ao eleitor tratou diretamente de ameaças à democracia, não de problemas gerais do país. Esse recorte tende a deslocar a resposta para temas institucionais, o que ajuda a explicar o avanço do Judiciário na percepção de risco.
O tema já entrou no radar político. Em entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou preocupação com o impacto de acusações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, o episódio pode afetar a imagem da Corte e influenciar diretamente o cenário eleitoral.
No plano jurídico-institucional, o dado tem implicações claras. A percepção de excesso de poder pode tensionar a legitimidade das decisões judiciais, ampliar pressões por controle externo e reforçar discursos sobre limites da atuação do Judiciário. No Congresso, o tema tende a ganhar força, sobretudo no Senado, responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do STF.
Outros fatores aparecem no levantamento, mas com menor peso: polarização política (13%), desinformação (9,7%) e influência estrangeira (9,1%). Uma parcela reduzida afirma que não há ameaça à democracia, enquanto parte dos entrevistados não soube responder.
A análise indica uma mudança mais profunda no comportamento do eleitor. O foco sai de desvios individuais e passa para a estrutura institucional. Isso reposiciona o debate jurídico no centro da arena política, com impacto direto sobre a relação entre os Poderes.
A pesquisa foi feita entre 3 e 7 de abril, com 1.500 entrevistados. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
O estudo foi divulgado e analisado pelo portal JOTA, em reportagem assinada por Daniel Marcelino, que destaca a mudança no eixo do debate democrático no país.
Para o tribunal, descumprimento do regime de visitas caracteriza obrigação de fazer, o que permite a aplicação de astreintes
Episódio ocorreu durante exibição do programa Domingo Legal, no fim de março
Ação foi ajuizada pelos filhos mais novos, que alegaram ofensa ao dever de preservar patrimônio