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Maiores do setor
Três das maiores empresas (Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde) concentram quase metade do lucro agregado informado à ANS
Foto: Freepik
O ano de 2025 consolidou uma guinada positiva para o setor de saúde suplementar no país. Dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelaram lucro líquido recorde das operadoras de planos de saúde no último ano: R$ 24,4 bilhões.
O saldo positivo foi registrado em meio ao cenário de alta judicialização contra as operadoras e coincide com a redução dos gastos dessas empresas com reembolsos de procedimentos pelo segundo ano consecutivo, como revelou o DeJur.
Recorde
O resultado líquido do setor em 2025 foi o maior da série histórica em termos nominais, superando inclusive o recorde anterior durante a pandemia de covid, levando o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a 16,4%, patamar superior aos anos pré-pandemia.
Concentração
Três das maiores operadoras (Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde) concentraram quase metade do lucro agregado informado à ANS (49%), evidenciando a influência do desempenho dessas grandes empresas no resultado geral do setor.
Apesar da concentração de resultados em algumas operadoras de grande porte, houve uma melhora geral no desempenho do setor, com crescimento do número de operadoras registrando resultados positivos. Ao todo, 73,5% dos entes regulados (731 entidades) encerraram o período com resultado líquido positivo, um aumento de 3,7 pontos percentuais sobre o ano anterior.
Veja abaixo as cinco operadoras que mais lucraram em 2025*:
1º - Amil Assistência Médica Internacional SA: R$ 5,4 bilhões 2º - SulAmérica Companhia de Seguro Saúde: R$ 3,4 bilhões 3º - Bradesco Saúde SA: R$ 3,1 bilhões 4º - Hapvida Assistência Médica S.A: R$ 1 bilhão 5º - Notredame Intermédica Saúde S.A: R$ 823,3 milhões *Resultado líquido
Com informações da ANS
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