Lei que restringe auxílio-reclusão acende alerta sobre punição a pessoas inocentes
Medida é considerada controversa por penalizar pessoas que não cometeram nenhum delito, mas que são afetadas indiretamente.
Seu bolso
Em tramitação na Câmara dos Deputados, proposta determina ajuste conforme o IPCA e capitalização com juros de 3% ao ano
O Projeto de Lei 842/26, de autoria do deputado Albuquerque (Republicanos-RR), exige que os depósitos nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sejam corrigidos conforme a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e capitalizados com juros de 3% ao ano. O texto está em análise na Câmara dos Deputados. As informações são da Agência Câmara de Notícias.
A proposta altera a Lei do FGTS e estabelece a nova regra independentemente de eventual distribuição aos trabalhadores de lucros do fundo. Hoje, a norma prevê correção do FGTS com base nos parâmetros da poupança e juros de 3% ao ano. As informações são da Agência Câmara de Notícias.
“Esta proposta estabelece as bases para um FGTS moderno, sustentável e, acima de tudo, respeitoso com os direitos dos trabalhadores”, afirmou o deputado Albuquerque (Republicanos-RR), na justificativa do PL.
O parlamentar lembra que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Ação
Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5090, determina que a variação do IPCA é o parâmetro total para remuneração do FGTS, abrangendo correção monetária, juros e distribuição de lucros. “A proposta ora apresentada avança ao reconhecer que o IPCA é critério apenas de correção, sem prejuízo da
remuneração e da distribuição de lucros. O Poder Legislativo tem, portanto, a oportunidade de oferecer um mecanismo de valorização real e previsível dos saldos do FGTS”, afirma o deputado.
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Medida é considerada controversa por penalizar pessoas que não cometeram nenhum delito, mas que são afetadas indiretamente.
Autor sofreu lesão no tornozelo durante atividade militar, com agravamento após novo acidente
Possibilidade de indenização às vítimas é "juridicamente consistente" diante das falhas do caso, afirmam especialistas ouvidos pelo DeJur