Notícias

Erro no CNIS pode atrasar aposentadoria e reduzir benefícios do INSS

INSS. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Esse banco de dados é base usada pelo INSS (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O histórico de trabalho de milhões de brasileiros está centralizado em um único sistema: o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Funcionando como um extrato da vida profissional, o CNIS reúne registros de vínculos empregatícios, salários de contribuição e recolhimentos previdenciários ao longo dos anos. Esse banco de dados é a base usada pelo INSS para calcular aposentadorias, pensões e auxílios.

Quando há informações incompletas ou incorretas, o impacto pode ser direto no bolso do segurado, além de atrasar a análise de pedidos de benefício. Contribuições não registradas, valores divergentes ou períodos de trabalho ausentes podem reduzir a média salarial usada no cálculo da aposentadoria e, em casos extremos, impedir a concessão do benefício até que o problema seja corrigido.

“O trabalhador pode verificar se as contribuições estão sendo feitas corretamente pelo empregador utilizando o aplicativo Meu INSS no celular. Basta baixar o app, preencher os dados pessoais e criar uma senha. Na opção CNIS é possível conferir todo o histórico de contribuições e identificar eventuais erros”, explica o advogado previdenciário e trabalhista Márcio Coelho.

Segundo ele, a consulta permite verificar não apenas os vínculos atuais, mas também registros de empregos anteriores. Esse acompanhamento ajuda a identificar problemas antes que se tornem um obstáculo na hora de solicitar a aposentadoria.

“Ali o trabalhador consegue ver se o empregador está recolhendo as contribuições previdenciárias de forma correta e se os valores registrados correspondem ao que realmente foi pago. Essa verificação simples pode evitar dores de cabeça no momento em que o segurado decide entrar com o pedido de aposentadoria”, afirma Coelho.

Para quem encontra dificuldades no uso do aplicativo, ainda há a alternativa presencial. Em uma agência do INSS, é possível solicitar o extrato do CNIS. “O importante é não deixar essa conferência para a última hora, quando o benefício já está sendo solicitado”, orienta o advogado.

Atitude preventiva

O acompanhamento também se estende ao FGTS, permitindo que o trabalhador confira se os depósitos estão sendo feitos corretamente, seja pelo aplicativo do fundo ou diretamente em uma agência da Caixa Econômica Federal.

Conferir os registros com regularidade é uma atitude preventiva. Pequenos erros identificados cedo costumam ser resolvidos com mais facilidade e podem fazer diferença tanto no valor final do benefício quanto no tempo de análise do pedido de aposentadoria.

“Verificar periodicamente os registros é um cuidado simples, mas que garante segurança financeira e evita atrasos na aposentadoria”, conclui Coelho.