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Proteção de dados
Dados como rotinas, deslocamentos e padrões de comportamento se tornaram ativos sensíveis não apenas para empresas, mas também para governos e organizações
O debate sobre segurança digital entrou em uma nova fase em 2026. Se antes a principal preocupação estava em ataques cibernéticos sofisticados, hoje o foco passa a recair sobre um vetor mais silencioso e recorrente: o uso cotidiano de aplicativos que coletam e compartilham dados em tempo real, especialmente aqueles baseados em geolocalização.
Com a popularização de plataformas que operam a partir da localização do usuário, dados antes considerados técnicos ou irrelevantes passaram a assumir valor estratégico dependendo do contexto. Informações como rotinas, deslocamentos e padrões de comportamento se tornaram ativos sensíveis não apenas para empresas, mas também para governos e organizações em ambientes críticos.
Esse movimento não é novo, mas ganha escala e complexidade com a evolução dos sistemas de coleta, processamento e cruzamento de dados. Em diferentes partes do mundo, episódios envolvendo exposição involuntária de informações têm reforçado um ponto central: o risco não está necessariamente na tecnologia, mas na forma como ela é utilizada.
Para Fernando Manfrin, advogado especializado em data privacy, a mudança de cenário exige uma revisão profunda na forma como a segurança da informação é tratada. “O maior risco hoje não está necessariamente em ataques cibernéticos sofisticados, mas no uso cotidiano e desatento de ferramentas digitais. Dados aparentemente simples podem, em determinados contextos, se transformar em informações de alto valor estratégico”, afirma.
Segundo o especialista, a recorrência desses episódios evidencia uma lacuna importante na governança de dados, especialmente em ambientes corporativos e institucionais. “A discussão sobre privacidade precisa evoluir para além do consentimento formal. É necessário incorporar uma lógica de gestão de risco baseada no contexto, na finalidade e no impacto potencial da informação compartilhada”, explica.
O avanço regulatório já começa a refletir essa mudança. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ampliou o debate sobre o tratamento de informações pessoais, enquanto legislações internacionais vêm reforçando o enquadramento da geolocalização precisa como dado sensível, sujeito a regras mais rigorosas.
Ainda assim, especialistas apontam que a efetividade dessas normas depende menos da letra da lei e mais da capacidade de implementação. Isso envolve desde políticas internas robustas até treinamento de usuários e revisão constante das permissões concedidas a aplicativos no dia a dia.
Na prática, o que está em jogo é uma mudança de paradigma. A segurança digital deixa de ser uma questão exclusivamente técnica e passa a depender, cada vez mais, do comportamento humano. Em um ambiente hiperconectado, onde cada ação pode gerar dados, entender o contexto de uso se torna tão importante quanto proteger a infraestrutura.
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