O Tribunal Superior da Catalunha anulou nesta sexta-feira (28) a condenação do jogador Daniel Alves por estupro. Para a Justiça espanhola, quando a acusação de um crime se baseia somente na palavra da vítima e não há como atestar objetivamente a veracidade de seu depoimento, o réu pode ser absolvido.
A Justiça espanhola havia condenado o jogador a quatro anos e seis meses de prisão em regime fechado por estupro em uma boate de Barcelona, na Espanha, em 2022. Ele ficou preso por um ano e três meses e estava em liberdade provisória desde que pagou a fiança.
Alves contou diversas versões à Justiça e à imprensa espanhola. Inicialmente, negou a acusação. Depois, disse que estava no banheiro da boate em que o suposto crime aconteceu e que viu a vítima, mas não teve contato com ela. Por último, admitiu que fez sexo com a mulher, mas de forma consensual.
Ao condenar o jogador, a Justiça entendeu que existiam elementos além do testemunho da vítima que comprovavam o delito, como lesões em seus joelhos e sequelas físicas na região íntima.
Agora, porém, o Tribunal Superior da Catalunha entendeu que o juízo da instância inferior deveria ter comparado o testemunho da vítima com exames objetivos, como a perícia genética, que poderia atestar se houve o contato sexual. Dessa forma, para a corte, as provas usadas pela acusação não têm o rigor exigido para sustentar uma condenação.
Foto: Lucas Figueiredo/CBF